Uau.. Não escrevo há muito, muito tempo..

Não que não tivessem coisas que valessem ser contadas..

….

Bem, provavelmente não tinham…

Emprego novo, férias, viagem, dieta. Pronto! Isso resume o que aconteceu desde a ultima vez que postei.

E por que hoje?

Porque deu vontade.. Acho que precisava escrever um pouco..

O dia hoje foi no mínimo curioso. Pra mim, claro.

Começou bem visitando meu sobrinho. Aí a coisa ficou tensa quando calculei mal (totalmente errado) o meu tempo e cheguei no aeroporto com o embarque sendo encerrado e meu nome chamado. Corre, corre, corre. Deu tempo. Voltou a ficar bom.

Pego o ônibus pra zona Sul. ( Ah! Vim pro Rio!) nunca tinha pegado o ônibus. É bom porque é barato e ruim porque demora.

Conversa vai, conversa vem, o cara do meu lado me ensina onde descer. Na hora de descer a dona me conta que onde eu quero ir é longe de onde o moço achou que eu queria. Uns 5 km de acordo com o Google Maps.

Começo a andar e vejo várias pessoas andando com bicicletas do Itaú. Já tinha visto antes mas nunca parei pra ver o que era. Continuei andando até achar um ponto das tais bicicletas. Tinha uma única! Me senti com sorte de novo. Pra pegar a bicicleta você tem que se cadastrar pelo site, pagar o passe pra depois tirar a bicicleta (antes eu achava que era de graça).

Com tanto Google Maps e música no avião, meu celular foi pra 3% de bateria. Na hora de cadastrar claro que toda a bateria foi embora. Vai pro restaurante, carrega a bateria, cadastra, paga, pronto! De volta pras bicicletas. A bicicleta continuava lá me esperando. Só que não. Por algum motivo ela não liberava… E por isso ela ainda estava lá. Andando pro próximo ponto de bicicletas.

Achei, liberei e peguei a bicicleta. Adorei a ideia toda. Acho que não andava há anos… Quase atropelei umas pessoas mas nada grave. :) Aliás, super recomendo pra quem vem ao Rio. (O passe de 1 mês custou R$10. Mais barato que o taxi que eu pegaria e vale pra 1 mês!)

Cheguei no apartamento (do meu pai e que ele mora há 1 semana), tomei banho e corri pra padoca. 20 minutos tentando escolher, me resolvi por uma massa clássica e deliciosa com tomates pelados, bacon e alho, basicamente. A ideia era fazer mais tarde, depois de ver um filme.

Filme visto, resolvo cozinhar. Quase 23h. Quem disse que tem sal? Sal! Comprei azeite, alho, tudo! Menos o sal. Podia faltar qualquer outra coisa. Qualquer.

Interfono para o porteiro.. vai que tem uma cozinha… Ele demorou algum tempo pra responder sobre o sal. Parecia incrédulo. Era como se eu tivesse perguntado se ele tinha crack.

Pensei em fazer como nos filmes e pedir por um pouco a um vizinho gentil. Fui até o corredor e tentei ver onde tinha barulho. Afinal, eram 23h da noite. Nada no meu andar e nada nos 2 andares pra baixo (até bati em uma porta mas sem sucesso). Resolvi subir. Abro a porta do elevador e um cachorro começa a latir como se não houvesse amanhã. A dona falou qualquer coisa com ele e pensei: Bingo! Meu sal!

Bato na porta:

– Quem é (com a porta fechada – afinal, é ridijanero)?
– Oi. Sou do apartamento aqui de baixo e queria saber se você poderia me dar um pouco de sal.
(Nisso o cachorro não para de latir e a dona se divide em falar com ele e comigo)
– Como?
Repito.
Fulano, poderia subir aqui? Tem uma pessoa na minha porta.

A filhadaputa ligou pro porteiro. Sério. Sal no Rio é gíria pra alguma coisa? Só pode.

Desci correndo pelas escadas antes que o porteiro chegasse e me prendesse em flagrante.

Nem uma semana do meu pai no prédio e eu já to causando.

Resultado: farfalle com bacon e manteiga sem sal e comível por 4 garfadas, roupas no varal possivelmente defumadas e um vício em coca-cola restabelecido.

Anúncios